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Fonte: Thiago Borges 05/2013


O faturamento caiu, a motivação acabou, o sócio já não fala a mesma língua… São diversas as razões que podem levar um empreendedor a colocar sua franquia à venda. Mas o que essa decisão implica? Quando vender? Quanto cobrar? O que cobrar do franqueador?

Três especialistas em franchising – Paulo Ancona Lopes, da consultoria Vecchi Ancona; Luiz Henrique Stockler, diretor-executivo da Ba}Stockler; e Daniel Zanco, sócio-diretor da Universo Varejo – listam os nove pontos que merecem atenção ao vender uma franquia em funcionamento.

1.Quem decide sobre a venda é você
Ainda que alguns franqueadores possam sacar um franqueado com baixo desempenho por meio de decisão judicial ou cláusulas contratuais, em geral quem decide sobre a venda da franquia é o proprietário da mesma – ou seja, você.

2. Venda no auge
Tanto para o franqueado quanto para o franqueador, o ideal é que o negócio seja vendido ainda saudável. Com o negócio no vermelho ou em decadência, o franqueado pode sair no prejuízo por conta da desvalorização. Mas a melhor decisão é passar o negócio para frente, se ele não se sente satisfeito.

3. O franqueador dá o aval
Ainda que o franqueado seja o dono da unidade, ele não poderá vendê-la para quem quiser. O novo proprietário precisa ser aprovado pelo franqueador, que gere a rede, ainda que o candidato esteja disposto a pagar o preço cobrado pelo vendedor.

4. Procure interessados na rede
Antes de anunciar em jornais, internet etc., fale com seu franqueador. Ele pode atrair um potencial comprador com maior agilidade e todos os lados se beneficiam. “O franqueador recebe contatos de interessados na aquisição de unidades novas da marca e pode identificar nesse grupo pessoas com perfil pessoal e financeiro para assumir uma unidade em funcionamento”, observa Zanco.

5.Cumpra o que está na lei
Uma franquia deve seguir os aspectos legais e contábeis comuns a qualquer negócio. Além disso, o contrato de franchising vigente deve ser rescindido, enquanto o de locação é transferido ao novo ocupante. Também há a transferência de funcionários, a sucessão de responsabilidades trabalhistas e tributárias e a notificação de avalistas sobre as mudanças.

6. Seja transparente
Quem compra deve levantar todos os números e dados e se certificar de eventuais pendências, que podem servir como elementos de negociação. Não tema! Se o negócio não vai bem, isso não significa que ele seja ruim. O interessado em comprar a franquia pode enxergar oportunidades, mas para isso é preciso que o vendedor crie condições favoráveis para que a transação aconteça.

7. Dê seu preço
O valor de um negócio à venda pode ser calculado com base em resultados históricos, previsões futuras, análises contábeis, força da marca, entre outros. No caso das franquias, a forma mais usual é uma conta que considera os 24 meses de faturamento médio anterior mais o valor dos equipamentos que compõem a loja. Ainda assim, os consultores explicam que o valor é subjetivo e o vendedor deve estabelecer um preço mínimo. Os clientes fidelizados ao longo do tempo também entram na conta. “De toda forma, quem vende deve tentar ao menos reaver boa parte de seu investimento”, aponta Ancona.

8. Certifique-se sobre o que pode acontecer com os funcionários
Dependendo do modelo de repasse, os funcionários podem ou não ser reaproveitados pela nova direção. Se há compra da franquia atual, todos os funcionários que eram contratados permanecem na empresa que já estavam. Quando há o repasse apenas do negócio, assumindo uma outra razão social do novo franqueado, o antigo empregador deverá rescindir contratos trabalhistas e cabe ao novo franqueado assumir ou não esse time. Se assumir, será como um contrato de trabalho novo. De todas as formas, o comprador pode exigir uma cláusula de riscos trabalhistas passados no contrato para se precaver de possíveis processos.

9. Cobre de seu franqueador o que cabe a ele
É dever do franqueador orientar o franqueado sobre as condições de mercado e o valor da unidade, ajudar a divulgar a venda, aprovar o comprador, treiná-lo e fornecer suporte no início da nova operação.